autor Maio 11, 2018

Manuela Moura Guedes foi convidada da Edição da Noite desta quarta-feira. A jornalista, que foi uma voz muito crítica de José Sócrates, no tempo em que este ainda era primeiro-ministro, acabou por ser acusada de lhe fazer uma perseguição pessoal, o que levou ao seu afastamento da televisão.

Manuela Moura Guedes considera que “há nove anos já havia mais do que indícios” para acusar Sócrates e diz mesmo que “são demasiados indícios de aldrabice para que alguém não se interrogue”.

Afirma ainda que “o país inteiro foi cúmplice”, diz que “o regime democrático esteve em perigo” e refere que o PS “agora tem medo que a coisa rebente”. A jornalista falou também sobre o flagelo da corrupção e a atual situação do país no panorama político.

Estas foram algumas das frases que marcaram a entrevista:

“Há nove anos já havia mais do que indícios”

“O país inteiro foi cúmplice”

“Jamais contrataria uma jornalista (Fernanda Câncio) que não consegue perceber todos aqueles indícios”

“A comunicação social, a opinião pública e o Parlamento ignoraram os indícios”

“São demasiados indícios de aldrabice para que alguém não se interrogue”

“O regime democrático esteve em perigo”

“José Sócrates conseguiu controlar aquilo que é essencial na democracia: a Justiça”

“A aceitação por parte do país durante nove anos é assustadora”

“O PS agora tem medo que a coisa rebente”

“Tenho medo que queiram pôr os patins a Joana Marques Vidal”

“As pessoas devem saber quem nos governa”

“O sentimento de injustiça nunca vai acabar”

“A redação da TVI era muito complicada, tinha de esconder tudo”

“Nunca mais fiz jornalismo, eu não posso fazer jornalismo”

“Há tanta coisa para investigar, basta levantar uma ponta”

“Este sistema eleitoral está gasto”

“As coisas funcionam em função do partido, nunca em função do país”

“O Estado não pode estar metido na economia”

“Não tenho uma visão otimista sobre a atual situação do país”

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