Política

Vítor Gaspar sobre CGD: a culpa é do Governo de Sócrates

Fragilidades do banco público resultaram das decisões “ditadas por prioridades políticas”, afirma o ex-ministro das Finanças na resposta por escrito que enviou aos deputados da comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD

O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar responsabiliza o Governo de José Sócrates e as anteriores administrações da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pelas fragilidades do banco público.

Na resposta, por escrito, que fez chegar aos deputados da comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD, e que a Renascença cita, Gaspar afirma que, em 2011, quando tomou posse, a instituição bancária “parecia ser um banco com uma posição comparativamente sólida”.

“As suas vulnerabilidades específicas tinham que ver com o seu envolvimento nos sectores imobiliário, construção e turismo, o insucesso da estratégia de expansão em Espanha e participações financeiras ditadas por prioridades políticas”, escreve ainda Vítor Gaspar

Para o ex-ministro, o endividamento das empresas portuguesas “foi, em grande parte, financiado e induzido pelo sistema bancário nacional”, que, “por sua vez, recorreu a formas diversas de financiamento externo”.

Daqui nasceu “uma vulnerabilidade sistémica”, defende, acrescentando que “o exagerado estímulo orçamental em 2009 conduziu a uma vulnerabilidade adicional e ao exacerbar do ciclo vicioso entre risco bancário e risco soberano”

Na resposta enviada aos deputados, Gaspar garante ainda que nas reuniões com a troika nunca houve qualquer alerta especifico sobre a Caixa.

Fonte: Expresso

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