Política

Nuno Crato considera Passos Coelho um “herói nacional”

Ex-ministro da Educação sublinha, em entrevista ao “Diário de Notícias”, a importância do ex-primeiro-ministro na história de Portugal

Satisfeito com o próprio desempenho enquanto membro do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, o ex-ministro da Educação Nuno Crato revela, numa entreviata publicada este sábado no “Diário de Notícias”, que aqueles “foram tempos muito duros, os mais difíceis de que há memória – com grande tensão no país, com os professores a terem de trabalhar mais e com salários reduzidos, com muitos pais desempregados” e, garante, mesmo assim o Governo conseguiu que “o ensino melhorasse”.

A nota forte da entrevista, contudo, está guardada para o fim da conversa e surge quando Nuno Crato classifica o ex-primeiro-ministro como “um herói nacional”. E justifica: “Um tipo que pega num país falido, sem dinheiro para pagar salários daí a dois meses, põe um sorriso e diz: vamos conseguir! E conseguiu, com um grande esforço de todos os portugueses.” Crato conclui, dizendo que Passos Coelho “tem uma coragem, firmeza e persistência extraordinárias, uma educação e respeito pelos outros”.

Nuno Crato não deixa de abordar o polémico tema da licenciatura de Miguel Relvas, seu colega no Governo de Passos. Diz que o ex-primeiro-ministro “teve uma atitude de extraordinária dignidade”. Recorda que Passos e Relvas eram muito amigos, mas que o líder do Executivo “percebeu que a lei está acima de tudo”. E explica: “O Dr. Passos Coelho sempre me disse: se isso é a lei, faça-se o que tem de ser. E eu percebi o quanto aquilo lhe custava pessoalmente… Duvido que muitos tivessem comportamento semelhante.”

Quanto à pasta que liderou, Nuno Crato fala dos sindicatos e diz que “algumas estruturas têm uma visão muito estreita das coisas”. Sobre os professores, o ex-ministro da Educação é mais brando, sublinhando que “têm sempre mantido grande sentido de dever e reconhecido que o conhecimento dos alunos e o futuro do país são o mais importante”. Também ele docente, reconhece que existem “exigências salariais e de condições de trabalho”, mas diz que estas não podem prejudicar os alunos. E, por isso, afirma que enquanto ministro fez “o que mais importava”. E fundamenta: “Isso é visível não só na subida dos nossos miúdos nas tabelas internacionais de Português e de Matemática, como nas baixas históricas dos níveis de abandono escolar (de 25% para 13,7%) e da taxa de reprovações no 4.º ano, apesar do aumento da exigência. Isto mostra como a educação evoluiu entre 2011 e 2015.”

Fonte: Expresso

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