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Isabel Monteiro processada por dezenas de ex-empregados

Não é a primeira vez que Isabel Monteiro está na arena pública. Antes da sua alegação de que o número de vítimas do fogo de Pedrógão Grande é muito superior ao oficial (a sua lista actualizada, no Facebook, vai em 72), já esta empresária tinha sido notícia.

Em Setembro de 2013, cerca de 50 trabalhadores da Dialectus reclamaram salários em atraso junto à sede da empresa, em Linda-a-Velha, Lisboa. O CENA – Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual referia na altura que a dívida ascendia a 250 mil euros.


À Lusa, fonte do sindicato dizia que era a quarta empresa de Isabel Monteiro nesta área que “abre falência e que há processos judiciais referentes a empresas antigas pendentes há pelo menos 10 anos.”

Há um vídeo dessa altura, onde vários trabalhadores enumeram os salários em atraso, todos na ordem de vários milhares de euros.

A Dialectus, de que Isabel Monteiro era sócia-gerente, fazia tradução, locução, legendagem e dobragem para televisão, cinema, home-vídeo e DVD para vários canais de cabo em Portugal. A empresária negou e referiu que estava a ser vítima de coação.

André Albuquerque, do sindicato, diz agora à SÁBADO que ainda há processos em tribunal dessa altura, mas a esperança não é muito porque “não há património, a Dialectus entrou em insolvência. Muitos trabalhadores ficaram sem receber, especialmente os que estavam a recibos verdes, que eram a maioria.”

André Albuquerque refere que Isabel Monteiro tinha simultaneamente várias empresas do mesmo género da Dialectus e que havia trabalhadores a passar de umas empresas para as outras.

A SÁBADO tentou várias vezes falar com Isabel Monteiro sobre esta questão, mas tal não foi possível. A empresária interrompeu sempre a chamada alegando que “outros colegas seus [jornalistas]” estavam a tentar falar com ela e não era possível continuar a chamada. Posteriormente, pelas 21h35, deixou de atender o telefone.

Isabel Monteiro foi hoje ouvida na sede da Polícia Judiciária em Lisboa para mostrar a sua lista de mortos dos fogos de Pedrógão Grande. Segundo informou às redacções o Ministério Público, “da análise dos elementos recolhidos apurou-se a existência de diversas imprecisões quanto à identificação das pessoas indicadas na referida lista, bem como repetição de nomes em, pelo menos, seis situações.”

No mesmo comunicado, era tornada pública a lista oficial, que se mantém em 64 vítimas directas dos fogos (queimaduras e inalação de fumo).

Fonte: Sabado

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