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Governo manda bombeiros de transportes públicos para combater incêndios

Acordo celebrado com a CP prevê viagens com partida de Lisboa às quartas-feiras, às 6h00 e regresso às 18h00.

Este Verão quase 100 bombeiros vão deslocar-se de Lisboa para Viana do Castelo de autocarro e de comboio. A medida foi avançada pelo secretário de Estado da Administração Interna no Parlamento.

A ideia é evitar que os operacionais cheguem cansados aos teatros de operações e o desgaste das viaturas de serviço e os acidentes, justifica Jorge Gomes, citado pelo “Jornal de Notícias”.

O Governo já celebrou um protocolo com a CP. As viagens serão às quartas-feiras, a partir das 6h00, e com regresso a Lisboa às 18h00.

Jorge Gomes defende que a criação destes “transportes alternativos” vai permitir “acabar com as colunas de bombeiros a circular nas autoestradas, o que não era uma imagem positiva”.

Estas declarações foram feitas no Parlamento, na quarta-feira, por ocasião da apresentação do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais para 2017.
Liga lamenta saber pela imprensa
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) diz-se surpreendida pela notícia e lamenta que tenha sabido da medida através da comunicação social.

“É lamentável que tenhamos conhecimento disso através da Comunicação Social. Ainda na semana passada tivemos uma reunião com o senhor secretário de Estado e não fomos informados dessa intenção”, diz o presidente da LBP, Jaime Marta Soares.

O presidenta da LBP alerta a tutela que o comboio “não vai a todo o lado” e que se trata de um meio de transporte de deverá ser usado pelos bombeiros em último caso.

“Deve ser o último recurso e se não existirem autocarros disponíveis”, afirma.

Já arderam mais de 13 mil hectares
As chamas já consumiram este ano 13.530 hectares, uma área ardida dez vezes superior ao mesmo período de 2016, segundo números avançados pelo secretário de Estado da Administração Interna no Parlamento.

Na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, Jorge Gomes adiantou que os fogos também aumentaram entre Janeiro e Maio deste ano, tendo deflagrado, até ao momento, 4.839, mais 3.951 do que no mesmo período de 2016, quando se registaram 888.

Este ano, a área ardida situa-se nos 13.530 hectares, enquanto no mesmo período de 2016 existiam 1.203 hectares de florestas consumida pelas chamas.

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